Alguém um dia disse-me que eu teria de escolher entre perder ou
ganhar. Que para eu estar lado a lado daquilo que acho correcto tenho de
tomar uma posição. Que eu não posso pretender ter tudo e que para
conquistar seja o que for eu terei de abdicar de algumas coisas em prol
de outras. Então eu escolhi guiar-me pelos meus princípios e isso
implica tomar um partido e arcar com as consequências disso- desde
aproximar algumas pessoas e situações a repelir outras.
Eu escolhi arriscar- me quando o assunto é amor.
Optei por ser feliz mesmo não tendo todas as certezas que gostava de ter.
Entendi que só quem segue a própria voz sabe que a consistência é uma característica de quem sabe o que quer.
As pessoas mudam quando essa mudança parte delas - e não quando querem mudar
pelos outros - e são raras as pessoas que mudam verdadeiramente mas ainda há
quem mude mas muita pouca gente altera o seu comportamento genuinamente. Alguns mudam também -
para pior - quando encenam uma personagem em uma tentativa fingida de se
voltarem a integrar na vida das pessoas com quem falharam de forma abrupta. E
outras pessoas usam máscaras para chegar onde tanto ambicionam, porque querem
chegar "longe", e isso incluí calcular palavras e acções e interagir
da forma mais hipócrita que existe - como se com o tempo as consequências que
essa falsidade acarreta não viessem ao de cima.
Uma
pessoa que se propõem a mudar em primeiro lugar fá-lo com naturalidade e não o
verbaliza com o intuito de se fazer notar que irá mudar, em segundo lugar o
impulso de querer mudar pode partir do facto que o seu mundo deu uma volta de
360 graus - e esse é um bom combustível para que a mudança se dê. Em terceiro lugar a pessoa age de encontro ao seu propósito sem
fitas. Acredito mais facilmente que acham mudanças mais significativas e em
grande número quando alguém quer mudar algo mínimo referente á sua
personalidade ou visão sobre as coisas.
E
quanto a oportunidades as pessoas devem aproveitar a primeira e não a deixar
escapar porque pedir uma segunda oportunidade quando não se soube dar valor há
primeira é prepotente - na maioria dos casos - mas há excepções, aliás em
tudo há excepções. E claro que
pedir uma segunda oportunidade não é impossível dependendo da segunda
oportunidade que se pede. E para se querer um segunda oportunidade é necessário
também pensarmos se a daríamos caso a outra pessoa cometesse o mesmo erro que
cometeste.